sexta-feira, 11 de setembro de 2009

CORAÇÕES DESCUIDADOS

Na noite passada reuni minha família ao redor da cama, onde eu já estava deitado, para ler o trecho do guia devocional “Nosso Andar Diário” no texto referente ao dia 10 de setembro. Ao ver minhas filhas adolescentes descuidadas e entediadas vendo uma inutilidade na TV ou passeando nos sites de relacionamentos da Internet, resolvi chamá-las para conversar e ler.

O texto do dia descrevia a experiência de uma família que alugara um chalé para um período de férias. Eles perceberam , ao entrar no mesmo, que ratos e baratas tinham planejado passar esse período no mesmo lugar que eles.

Na aplicação da situação vivida por esta família, o comentarista compara a casa abandonada, que se tornara morada de insetos indesejáveis e ratos famintos, com os nossos corações, que podem ficar descuidados, abrindo espaço para ocupantes que podem trazer grande mal às nossas vidas.

Como foi proveitosa, para todos nós, a constatação de que necessitamos cuidar com mais cuidado do centro das nossas emoções e espiritualidade. A grande fonte deste processo de purificação pessoal, que vai determinar nossas decisões no convívio com pessoas, em todas as áreas da vida, certamente é nosso envolvimento com as Escrituras. “Guardo no coração as tuas palavras, para não pecar contra ti”, disse o salmista no salmo 119,11. Quantas informações, conceitos, valores etc., contrários aos ensinamentos das Escrituras, nos abordam todos os dias, em todos os lugares, procurando acolhida e aceitação? A solução seria o isolamento? O salmista não entende assim; para ele, ter a Palavra como conteúdo interior é defesa e segurança para firmar as convicções, mesmo em meio aos conflitos mais diversos e os ataques mais sutis contra a integridade das certezas.

Nossos corações não podem ficar descuidados. Conteúdos de vida têm que ser cultivados através da leitura, da reflexão, das orações, das trocas de experiências diversas, das visitas mútuas, sorrisos, confissões etc. Nossos corações não podem ficar entediados, vazios e solitários.

Na base de tudo, reconhecemos nesta noite, está o contato com Deus por meio da Palavra, da leitura da Bíblia, este tão eficaz meio de graça, veículo para transportar a presença da divindade para nossas mentes e emoções, fonte pura de verdadeira e simples espiritualidade pessoal.

Fizemos ali um novo pacto de reconhecer a importância das Escrituras, resolvendo não sermos mais negligentes com a mesma. Uma maneira prática de cumprir isto foi acordando que não deixaríamos passar um dia sequer, sem que nos dedicássemos de maneira mínima a ela, lendo pelo menos um pequeno trecho deste livro tão especial. Estaremos, assim, cuidando do nosso presente, purificando nossas escolhas, trazendo paz para as nossas casas e esperança para o nosso futuro. Terminamos com uma oração simples: “Senhor, que se cumpra”.

Luciano Oliveira em 11/09/2009

Um comentário:

Tania Rocha disse...

que experiência linda! que todas as famílias, que se chamam cristãs, ajam assim tb.