quarta-feira, 26 de agosto de 2009

O que é a Igreja? (What is the Church?)

Descrição simples e convincente sobre o que é Igreja. Eu concordo. E você???

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Martin Luther King - Legendado em português

"Eu tenho um sonho". Um dos sermões mais apaixonados, marcantes e eficazes da História. O poder da palavra para mudar a sociedade.

Jesus, Lover of my soul (It's All About You)

Emocionante a canção e a visão de um grupo de jovens desfrutando da presença de Deus.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Cuidando da criação

A crise ambiental, as mudanças climáticas e a mordomia.

René Padilla


http://www.ultimato.com.br/image/plataforma/2009/agosto/plat_19_08_meioambiente.jpgMembros da Rede Miqueias, reunidos no Quênia entre os dias 13 e 18 de julho de 2009, produziram a Declaração sobre Mordomia da Criação e Mudanças Climáticas. É possível que, com o passar do tempo, esta declaração venha a ser considerada como o documento mais significativo que já surgiu de círculos evangélicos sobre o tema, que até então não havia recebido a devida atenção do povo que confessa o Deus trino como o Deus da criação.

Redigido por uma comissão internacional que conseguiu organizar a participação dos grupos de discussão formados pelos participantes do encontro, o documento é um excelente resumo das preocupações ecológicas de uma rede plenamente comprometida com a missão integral de Deus, concebida como a proclamação e demonstração do evangelho. A esperança é que esta Declaração não apenas se constitua em uma agenda para os membros da Rede Miqueias, mas também incentive cristãos, em todo lugar, a levar a sério a crise ambiental global produzida por “ignorância, descuido, arrogância e cobiça”, a superar a tradicional dicotomia entre evangelização e responsabilidade socioecológica, e a se comprometer ativamente com a prática e a promoção do cuidado com a criação de Deus.

Formada em 1999, a Rede Miqueias cresceu até chegar a ser um movimento mundial de mais de 500 agências cristãs de serviço, desenvolvimento e justiça, igrejas e indivíduos. Conta atualmente com 300 membros ativos e 230 associados em mais de oitenta países. Seu objetivo principal é incentivar a prática daquilo que, segundo o texto do qual deriva o nome da Rede, Deus requer de todo cristão: “Praticar a justiça, amar a misericórdia e se humilhar diante de Deus” (Mq 6.8).


• René Padilla, autor de “O Que é Missão Integral?” (Editora Ultimato, no prelo), é um dos teólogos e pensadores protestantes latino-americanos mais conhecidos em todo o mundo. Nascido no Equador e residente em Buenos Aires, Argentina, é fundador e presidente da Fundação Kairós e da Rede Miqueias.


DECLARAÇÃO SOBRE MORDOMIA DA CRIAÇÃO E MUDANÇAS CLIMÁTICAS
17 de julho de 2009

Nós, membros da Rede Miqueias, vindos de 38 países dos cinco continentes, reunimo-nos em Limuru, no Quênia, de 13 a 18 de julho de 2009 para a Quarta Reunião Global Trienal. Com o tema Mordomia da Criação e Mudanças Climáticas, buscamos a sabedoria de Deus e clamamos pela orientação do Espírito Santo ao refletir sobre a crise ambiental global. Como resultado de nossas discussões, reflexões e orações, declaramos o seguinte:

1. Cremos em Deus -- Pai, Filho e Espírito Santo em comunidade -- que é o criador, sustentador e Senhor de tudo. Deus se deleita em sua criação e está comprometido com ela (Cl 1.15-16 e Rm 11.36).

2. No princípio, Deus estabeleceu relações justas entre todas as criaturas. Tanto as mulheres como os homens, portadores da imagem de Deus, são chamados a servir e amar o restante da criação e responsáveis por prestar contas a Deus como mordomos. Nosso cuidado com a criação é um ato de adoração e obediência ao nosso Criador (Gn 1.26-30 e 2.15).

3. Nem sempre fomos mordomos fiéis. Devido à nossa ignorância, negligência, arrogância e cobiça, temos causado danos à terra e rompido as relações da criação (Gênesis 3.13-24). Nosso fracasso tem causado a atual crise ambiental, que tem gerado a mudança climática e colocado em perigo os ecossistemas da Terra. Toda a criação está sujeita à inutilidade e a corrupção decorrentes de nossa desobediência (Rm 8.20).

4. Entretanto, Deus permanece fiel (Rm 8.21). Na encarnação, vida, morte e ressurreição de Jesus Cristo, Deus reconciliou todas as coisas consigo mesmo (Cl 1.19-20 e Fp 2.6-8). Escutamos o gemido da criação como dores de parto. Esta é a promessa de que Deus agirá, e já está agindo, para renovar todas as coisas (Rm 8.22 e Ap 21.5). Esta é a esperança que nos mantém.

5. Confessamos que pecamos. Não cuidamos da Terra com o amor sacrifical e abnegado de Deus. Em vez disso, exploramos, consumimos e abusamos dela para benefício próprio. Com demasiada frequência, cedemos ante a idolatria da cobiça (Cl 3.5 e Mt 6.24). Abraçamos falsas dicotomias da teologia e da prática, separando o espiritual e o material, o eterno e o temporal, o celestial e o terreno. Em todas essas coisas, não atuamos de maneira justa com nossos semelhantes nem com a criação, além de não honramos a Deus.

6. Reconhecemos que a industrialização, o crescente desmatamento, a intensificação da agricultura e da pecuária, além do consumo exacerbado de petróleo e derivados, prejudicaram o equilíbrio dos sistemas naturais da Terra. O rápido aumento das emissões de gases de efeito estufa está causando o aumento da temperatura média global, com impactos devastadores que já estão sendo sentidos, especialmente pelas populações mais pobres e marginalizadas. O aumento previsto de 2 graus Celsius dentro das próximas décadas alterará substancialmente a vida na Terra e acelerará a perda da biodiversidade. Intensificará o risco e a gravidade de eventos climáticos extremos, como secas, inundações e furacões, causando deslocamentos de populações e fome. Os níveis do mar continuarão se elevando, contaminando as nascentes de água e submergindo ilhas e comunidades costeiras. Provavelmente, veremos migrações massivas, o que levará a conflitos por causa da escassez de recursos. Profundas mudanças na frequência de chuvas e nevascas, como também o derretimento das geleiras, ocasionarão uma aceleração da escassez de água para milhões de pessoas.

7. Arrependemo-nos de nossa teologia egocêntrica da criação e de nossa cumplicidade com as relações econômicas injustas a nível local e global. Arrependemo-nos daqueles aspectos de nosso estilo de vida pessoal e social que deterioram a criação e de nossa falta de ação política. Devemos mudar radicalmente nossa vida em resposta à indignação e à tristeza de Deus pela agonia de sua criação.

8. Comprometemo-nos, diante de Deus, e chamamos a toda a família de fé para dar testemunho da intenção redentora de Deus para toda a sua criação. Buscaremos formas apropriadas de restaurar e construir relações justas entre os seres humanos e com o restante da criação. Esforçaremo-nos para viver de forma responsável, negando o consumismo e a exploração que resulta disto (Mt 6.24). Ensinaremos e serviremos de modelo de mordomia da criação como parte da missão integral. Intercederemos diante de Deus pelos que mais sofrem os efeitos da degradação ambiental e das mudanças climáticas e atuaremos com justiça e misericórdia entre eles, por eles e com eles (Mq 6.8).

9. Unimos nossa voz à de toda a sociedade para demandar que os líderes locais, nacionais e globais cumpram com a responsabilidade que têm de enfrentar a crise das mudanças climáticas e da degradação ambiental mediante os mecanismos e convenções acordados no nível intergovernamental, e assegurar os recursos necessários para garantir um desenvolvimento sustentável. Suas reuniões, como parte do processo de Convênio Básico das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, devem produzir acordos justos, compreensivos e adequados. Os líderes devem apoiar os esforços das comunidades locais para se adaptarem às mudanças climáticas e devem atuar para proteger a vida e o sustento das pessoas mais vulneráveis ao impacto da degradação ambiental e das mudanças climáticas. Reconhecemos que entre os mais afetados estão as mulheres e meninas. Fazemos um chamado aos líderes para intervirem no desenvolvimento de novas tecnologias e fontes de energia limpa e sustentável e a apoiar adequadamente para que os pobres, vulneráveis e marginalizados façam uso efetivo delas.

10. Já não há mais tempo para postergações ou indiferença. Trabalharemos com paixão, persistência, oração e criatividade para proteger a integridade de toda a criação e deixar um ambiente e um clima seguros para nossos filhos e para os filhos de seus filhos.

Os que têm ouvido para ouvir, que ouçam (Marcos 4.23).

www.ultimato.com.br/?pg=show_conteudo&util=1&categoria=5&registro=1109

Antecipações do Inferno


Três pessoas são presas durante reintegração de posse em São Paulo

24/08 - 08:05 , atualizada às 19:13 24/08 - Redação com Agência Estado

SÃO PAULO - Três pessoas foram presas durante a reintegração de posse realizada nesta segunda-feira em um terreno particular no Capão Redondo, na zona sul da capital paulista. Duas pessoas atiraram rojões contra a Tropa de Choque e outra furou o bloqueio dos policiais, atropelando um deles, segundo informações da Polícia Militar (PM).


No texto acima, recortado do site www.ig.com.br, vemos a descrição de uma situação de grande aflição vivida pelos moradores de uam favela, erguida em um terreno que pertence à uma empresa de ônibus, que pela força da lei, agora o recebia de volta. Há uma série de fotos publicada neste informativo que sensibilizam o coração mais endurecido. Esta foto, em especial, mostra uma mãe provável, agarrada a seu filho, em pranto desesperado. São os momentos em que a realidade da miséria e das desigualdades sociais alcançam níveis extremos. Esta criança, sendo carregada e protegida das chamas, sinaliza para a possibilidade de um inferno real, existencial, não o lugar criado e utilizado como instrumento de opressão e domínio pela religiosidade da Idade Média, quando as pessoas pagavam indulgências para não serem devoradas pela fúria das chamas de um Deus irado, mas uma experiência de total desespero, verdadeiras "chamas de aflição", que queimam a pele, a alma e a dignidade. Tudo parece virar cinzas para sempre.

Mas somos aqueles que cremos, criamos e ensinamos a utopia do Reino agora. O "ainda não", durante muito tempo dominou nossa escatologia e visão de futuro. Na Idade Média os camponeses eram apaziguados em seu estado de miséria absoluta sonhando com o céu da inversão, onde teriam comida e habitação farta, e assim pacificamente aceitavam a tirania dos nobres e de um clero cristão sem Cristo. No Brasil, atualmente, outras tiranias se manifestam; da mesma forma manipulam a pobreza e a miséria para manter também suas posições nobres e hereditárias ou seus cleros com togas de cordeiro sobre os pelos de lobos.

"O Reino de Deus já começou", este foi o tema da pregação de Jesus. Cristo"O Reino está em Cristo", anunciou a Igreja que surgia no Pentecostes, testemunhando que aquele que havia morrido ressuscitou e venceu o pecado, que gera a morte e a injustiça. Pregavam que um novo tempo havia começado nele. Todas as estruturas da sociedade seriam abaladas por esta invasão de amor e justiça que despencava do Trono de Deus. A missão da Igreja é comunicar esta vida nova possível, combatendo a morte, resgatando do inferno.

O convite de Jesus era à vida. Podemos entender o inferno como uma situação existencial de aflição sem esperança ou como um lugar literal de sofrimento visível e ensurdecedor, onde os gritos de desespero saem de todas as bocas e olhos, em total desprezo, perda e solidão. Ao olhar esta foto acima, podemos acreditar que algumas pessoas já vivem hoje ambas as coisas. O inferno já é antecipado em experiência e emoção, ao mesmo tempo também é lugar real, externo e com chamas literais.

A nossa palavra, como Igreja do Senhor, é para trazer esperança onde ela não existe mais, ou seja, para os que já vivem antecipadamente "nas regiões das sombras e da morte". Não apenas com palavras, mas também com atos e uma dose saudável de indignação com a injustiça, que Deus também abomina.

Luciano Oliveira


domingo, 23 de agosto de 2009

Jesus seria teu amigo??


Jesus seria meu amigo?

Posted: 23 Aug 2009 02:00 AM PDT

Estava imaginando se Jesus tivesse vindo a terra em nossos dias, e não 2000 anos atrás ...

Com que tipo de pessoas Jesus andava há 2000 anos? Cobradores de impostos, prostitutas, leprosos, samaritanas, mulheres, etc. Pessoas que, para a época eram mal vistas pela sociedade, imorais, com posicoes religiosas questionaveis, desonestas ...

Jesus andava pelas ruas, no meio do povo, Ele estava onde o povo estava. Onde O encontrariamos hoje? Numa Igreja? Numa favela? Na praça pregando e ensinando? Num presidio? Em que lugares voce tem falado de Deus? Somente nas reunioes da Igreja e de seus grupos pequenos?

Jesus falava sobre varios assuntos. Falavra sobre pescar, sobre plantar, sobre fazer pães, sobre festas, e tantos outros assuntos comuns e rotineiros para a época, e conseguia sempre usar a conversa para falar sobre o Reino de Deus. Voce tem conversado sobre assuntos “normais”, politica, futebol, saude, etc. , sem ser chato, e mesmo assim falar do Reino de Deus ? Leia +.

fonte: DIAKHONIA [via UNDERBLESS]

Evento é vento


EVENTO É VENTO

Ao longo do tempo confundiu-se o dom pastoral com a função da gestão eclesiástica e muitos pastores acabam tendo de investir tempo nisso, pouco sobrando para o cuidado das vidas

Há poucos dias um aluno comentou que sua igreja era movida a eventos e que falou com seu pastor que evento é como vento, vem e some. Isso me acendeu uma forte preocupação e acabou dando título a este artigo.

Ao longo destas mais de três décadas de ministério tenho percebido que muitas igrejas acabam mesmo sendo movidas por eventos. Aliás, até que não é difícil gerenciar (não seria pastorear) uma igreja assim, dou a dica para você: basta fazer uma reunião antes de findar o ano com todos os líderes da igreja, elaborar um calendário repleto de atividades semana após semana. A você caberá cobrar antecipadamente ao responsável que tome providências para que a atividade programada seja cumprida. Seja rigoroso. Tire fotos, faça relatórios, coloque tudo no site da igreja e mostre que o “circo” está em movimento. Se alguém ficar doente no meio do caminho é só falar que a pessoa tem de dar um jeito e se sacrificar para o “reino” pois o show não pode parar.

Um dado curioso é que, em geral, as denominações históricas no Brasil foram organizadas por missionários norte-americanos. Vamos lembrar que uma das ideologias impulsoras da cultura norte-americana é o pragmatismo, que focaliza a ação, a utilidade. Creio que temos aqui as raízes históricas que podem ter nos induzido a reduzir o Cristianismo a atividades eclesiásticas, de modo que ser cristão significa simples e meramente trabalhar na igreja. Isso pode ter passado para as outras denominações que surgiram ao longo da história da igreja no Brasil.

Nesse sentido o pastor da igreja passa a ser gerente de calendário em vez de pastorear, cuidar do rebanho. O afeto, tão caro ao espírito do pastoreio, é substituído pelo poder, pelo comando, de modo que quando o pastor está chegando perto de alguém logo se pode pensar “Lá vem sermão (sinônimo para bronca”)!

Será preciso recuperar o lado relacional, convivencial, terapêutico, piedoso e amigo do pastoreio. Infelizmente ao longo do tempo confundiu-se o dom pastoral com a função da gestão eclesiástica e muitos pastores acabam tendo de investir tempo nisso, pouco sobrando para o cuidado das vidas e não apenas da utilidade de cada ovelha para o trabalho eclesiástico.

Igreja é muito mais do que evento, é uma comunidade terapêutica, provedora de acolhimento, de comunhão, compartilhamento, de socorro, de serviço, de testemunho, de aprendizagem, de disciplina também. É um ambiente fértil para o desenvolvimento da vida em adoração e glorificação a Deus. O resto é vento.

Lourenço Stelio Rega
é teologo, educador e escritor.

Fonte: ECLESIA